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Governo de SP investe em gestão e obras contra a maior seca dos últimos 10 anos
Publicado em 14/02/2026 09:25
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Sistema Cantareira opera abaixo da capacidade em 2026, exigindo medidas de economia e gestão integrada dos recursos hídricos em São Paulo

São Paulo atravessa a maior seca dos últimos 10 anos. O Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que inclui o Sistema Cantareira, considerado a principal fonte de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, opera neste início de fevereiro com pouco mais de 37% da sua capacidade. Índice considerado crítico, levando em consideração que estamos em um período do ano com um alto volume de chuvas habitualmente previsto.

Diante desse contexto, o Governo de São Paulo implementou em 2025 um modelo inovador de acompanhamento e gestão dos recursos hídricos. A nova metodologia estabelece sete faixas de atuação que determinam diferentes níveis de restrição conforme o volume armazenado nos reservatórios do Sistema Integrado Metropolitano (SIM).

Esse sistema moderno de gestão permite um monitoramento contínuo e preventivo, evitando que medidas emergenciais sejam necessárias de forma abrupta. As ações são graduais e baseadas em dados técnicos monitorados diariamente e consolidados pela SP Águas, agência reguladora de águas de SP, garantindo transparência e previsibilidade para toda a população.

O monitoramento acontece 24 horas por dia, com análise em tempo real dos níveis dos reservatórios, vazões captadas e comportamento hidrológico em todo o território paulista.

As informações são públicas e atualizadas diariamente, permitindo que os cidadãos acompanhem a situação dos mananciais e compreendam a necessidade das medidas adotadas.

Hoje, estamos na faixa 3, com 10 horas de gestão de demanda noturna, que é a redução da pressão da água à noite, e qualquer movimento de redução desse volume é imediatamente seguido de ações de mitigação, visando a estabilidade do sistema. O controle da vazão de água no período noturno por 10 horas, feito sob acompanhamento e fiscalização contínuos da Arsesp, já gerou uma economia em seis meses de mais de 82 bilhões de litros de água.

Investimentos em infraestrutura

Em paralelo a todo o trabalho de gestão e monitoramento, a desestatização da Sabesp garantiu o fôlego necessário para as obras estruturantes que vão reforçar a resiliência hídrica de São Paulo pelas próximas décadas. A antecipação do bombeamento de até 2.500 L/s do rio Itapanhaú para o Sistema Alto Tietê, obra entregue no fim do ano passado, seis meses antes do previsto, aumentou em 17% o volume do reservatório, beneficiando 22 milhões de pessoas, com investimento de R$ 300 milhões. É um exemplo, de um pacote que supera R$ 5 bilhões em obras de segurança e resiliência hídrica na Região Metropolitana de São Paulo até 2027.

Monitoramento em tempo real orienta medidas de gestão hídrica diante da redução dos níveis dos mananciais paulistas (foto da Represa Billings)
Foto: Divulgação
Monitoramento em tempo real orienta medidas de gestão hídrica diante da redução dos níveis dos mananciais paulistas (foto da Represa Billings)

Já está em andamento a interligação Billings – Alto Tietê, que permitirá a captação de até 4 mil litros por segundo de água bruta no braço Rio Pequeno da represa Billings, em São Bernardo do Campo, com bombeamento para a represa Taiaçupeba, em Suzano, que faz parte do Sistema Alto Tietê. A interligação vai reforçar o abastecimento de toda a Grande São Paulo ao oferecer mais água para o Sistema Integrado Metropolitano, beneficiando cerca de 22 milhões de pessoas. O investimento é de R$ 1,4 bilhão.

Cada gota conta: ações práticas de economia

Em São Paulo a disponibilidade hídrica é de 143 m3 por habitante, 10 vezes menos que o preconizado pela Organização das Nações Unidas (ONU). “A escassez hídrica, portanto, não pode e não será encarada como um desafio ocasional. Atuamos de forma integrada, com planejamento de longo prazo e medidas de enfrentamento permanentes, mas todo esse esforço só alcançará o êxito esperado se houver a colaboração e uma mudança de cultura da população, que precisa incorporar no cotidiano medidas de economia de água”, reforça a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

A colaboração da população é essencial para atravessar o período de estiagem com segurança no abastecimento e, por isso, o Governo de São Paulo tem feito constantes campanhas de conscientização. Pequenas mudanças nos hábitos diários podem resultar em economias significativas e fazer a diferença quando somadas aos esforços de milhões de pessoas.

No banheiro, reduzir o tempo de banho de 15 para 5 minutos representa uma economia de até 150 litros por pessoa em cada banho.

Para uma família de três pessoas, essa simples atitude pode poupar 13.500 litros mensais. Manter a torneira fechada ao escovar os dentes economiza de 12 a 20 litros por escovação. São gestos simples, mas com impacto real quando praticado diariamente.

Na cozinha, ensaboar toda a louça de uma só vez e enxaguar tudo junto, mantendo a torneira fechada durante a lavagem, pode economizar até 80 litros de água em cada refeição.

Utilizar máquinas de lavar louça também é eficiente, desde que sejam utilizadas com carga completa e no programa adequado, podendo economizar cerca de 100 litros por ciclo em comparação com a lavagem manual com torneira aberta.

Para a limpeza externa, usar vassoura ao invés de mangueira para limpar quintais e calçadas poupa mais de 500 litros a cada 30 minutos. Essa água economizada poderia encher uma caixa d'água residencial.

Fonte :- https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-02-13/governo-de-sp-investe-em-gestao-e-obras-contra-seca-recorde.html
 
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