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Dupla de ciclones atinge o Brasil com frio e chuva extrema
Publicado em 27/02/2026 09:05
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Reprodução Metsul
O primeiro ciclone, conhecido como extratropical, não oferece risco

Com dois  ciclones em atuação no território ao mesmo tempo, o Brasil pode enfrentar mudanças climáticas severas nos próximos dias. O ciclone que já está formado traz chuva e ar frio para o Sul do país, enquanto o outro, que está se formando, deve provocar muitas chuvas  no Sudeste e Nordeste do Brasil, segundo previsões da MetSul Meteorologia.

Nesta quinta-feira (26), imagens do satélite meteorológico GOES-19 registraram a passagem do ciclone extratropical no Atlântico Sul, impulsionando uma massa de ar frio para o Sul do país. Além disso, o equipamento também registrou a presença de várias áreas de instabilidade climática na costa da Região Sudeste, que devem formar o segundo ciclone, com características subtropicais, nos próximos dias.

Conheça o ciclone que já está em atuação

O primeiro ciclone, conhecido como extratropical, não oferece risco e atua a uma grande distância de terra, com o único objetivo de impulsionar uma massa de ar frio ainda mais intensa e de alta pressão atmosférica para a Região Sul.

O fenômeno já conseguiu impactar o território gaúcho que, desde quinta-feira (26), enfrenta mínimas abaixo de 10°C no Rio Grande do Sul.

A temperatura mais baixa registrada foi no município de Pinheiro Machado (RS) que atingiu 7,4°C nesta quinta-feira. Outras cidades próximas também enfrentaram temperaturas de 10°C a 13°C.

Nos próximos dias, a massa de ar seco e frio vai manter as noites frias ou amenas no Rio Grande do Sul, além de madrugadas com temperaturas mais baixas na Serra, causadas por uma atmosfera mais seca no Nordeste gaúcho. Já as tardes terão temperaturas agradáveis, com calor moderado.

O que se sabe sobre o segundo ciclone

O segundo ciclone deve se formar em alto mar devido a atuação de uma área de baixa pressão atmosférica, adquirindo características subtropicais. A região Sudeste segue sob risco elevado de novos episódios de chuva forte e intensa, alerta a MetSul. Nesta sexta-feira (27) é o período apontado como mais crítico, podendo ocorrer volumes extremos e isolados de chuva.

Segundo ciclone deve se formar no fim de semana
Reprodução Metsul
Segundo ciclone deve se formar no fim de semana
 

Diversas áreas de baixa pressão estão se formando sobre o mar Atlântico, e ao menos uma dessas pode se converter em um ciclone, que pode vir a ser subtropical. O principal risco desse fenômeno climático não é o vento, mas sim a chuva volumosa e intensa.

Nesta sexta, o risco de chuva forte acomete o Sudeste, atingindo as regiões Leste de Nordeste de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. No sábado, a maior concentração de volumes elevados deve ocorrer no Centro para o Norte de Minas Gerais e no território capixaba.

Cenário mais crítico no Nordeste

A região Nordeste deve enfrentar um cenário ainda mais preocupante. O conjunto de áreas com baixa pressão no Atlântico, pode se converter em um ciclone subtropical, que criará um corredor de umidade vindo da Amazônia, deslocado mais ao Norte do que o habitual nesta época do ano.

A Bahia pode ser uma das mais afetadas, com acumulados generalizados de 100 mm a 200 mm nos próximos sete dias em muitas cidades baianas. Outras áreas podem atingir volumes de 200 mm a 400 mm, com registros isolados ainda superiores.

Deslizamentos e condições adversas que causam risco a população podem acometer Salvador e a região metropolitana, com risco geológico muito alto, chegando a crítico. No interior, áreas como Chapada Diamantina, Irecê e a Bacia do Paramirim devem redobrar a atenção.

A Metsul adverte para condições elevadas de alagamentos, inundações, enxurradas, e até bloqueios de rodovias por desabamentos. Cenário perigoso e extremo por excesso de chuva, volumes muito altos e excessivos e possibilidade de transtornos significativos nas áreas atingidas.

Qual o ciclone considerado “comum” no nosso território?

As baixas pressões na costa brasileira tornam “comum” a natureza de ciclones extratropicais. Já os ciclone que apresentam características subtropicais ou tropicais são atípicos e ocorrem com menos frequência no Brasil.

A baixa pressão extratropical, que é comum em nossa região, se forma em latitudes médias e altas, associado a frentes frias e quentes, alimentado pelo gradiente térmico horizontal, que são as diferentes temperaturas entre frio e quente. É caracterizado por um núcleo frio, com temperatura central menor que nos arredores, com frente meteorológicas bem definidas.

Já a pressão subtropical se forma em latitudes subtropicais, geralmente entre 20° e 40°, com alimentação mista, combinando gradiente térmico horizontal com processos associados ao calor liberado pela condensação de vapor d’água. Sua estrutura é intermediária, com características de ciclones tropicais e extratropicais, e um núcleo parcialmente quente ou quente em níveis altos da atmosfera.

Fonte :- Dupla de ciclones atinge o Brasil com frio e chuva extrema

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