Com a chegada do outono e a queda das temperaturas, a incidência de doenças respiratórias tende a aumentar. O ar seco, o acúmulo de poeira e a permanência em locais fechados favorecem tanto o surgimento quanto a transmissão desses problemas.
Por isso, segundo a Agência SP, especialistas do Hospital do Servidor Público Estadual ( HSPE) orientam que identificar corretamente cada condição é fundamental para garantir o tratamento adequado e evitar o agravamento dos quadros. Confira a seguir quais são as doenças mais comuns durante o outono:
Alergias e inflamações (“ites”)
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Alergias e inflamações respiratórias
Durante esse período, a maior concentração de poeira e poluentes no ar favorece o surgimento de crises alérgicas. As mucosas ficam mais ressecadas, aumentando casos de rinite, sinusite, faringite e asma.
A rinite é uma inflamação alérgica que atinge o nariz, enquanto a asma é uma doença crônica que afeta os brônquios. Já a sinusite e a faringite podem ser causadas por vírus ou bactérias, atingindo a garganta e os seios da face.
Resfriados e pneumonias
Durante o outono, o ar mais seco pode irritar a mucosa das vias respiratórias e aumentar o risco de infecções causadas por vírus, como rinovírus e adenovírus. Mudanças bruscas de temperatura, como períodos de calor seguidos pela chegada de frentes frias, também favorecem esses quadros.
Além disso, o uso de ar-condicionado sem a devida limpeza pode contribuir para a proliferação de bactérias e outros microrganismos, como a legionella.
Gripe (influenza)
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Gripe
Com a queda das temperaturas durante a estação, é comum que as pessoas permaneçam mais tempo em ambientes fechados, o que facilita a circulação do vírus da Influenza. A transmissão ocorre principalmente por gotículas liberadas ao tossir ou espirrar, além do contato com mãos e superfícies compartilhadas, como corrimões e maçanetas.
Diferença entre resfriado e gripe
O resfriado costuma apresentar sintomas mais leves, como espirros, coriza e congestão nasal, que melhoram em poucos dias. Já a gripe tem sintomas mais intensos e duradouros, podendo incluir febre, cansaço, perda de apetite e maior indisposição.
Viroses
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Viroses
Assim como ocorre com a gripe, o clima seco do outono facilita a circulação de vírus e aumenta a transmissão entre as pessoas. Essas infecções podem causar sintomas como febre, diarreia, vômito, enjoo, dores no corpo, dor abdominal, dor de cabeça e coriza.
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica ( DPOC) é um conjunto de doenças respiratórias, geralmente associado ao tabagismo. Durante o outono, o ar seco e a irritação das vias respiratórias aumentam a frequência de casos, como bronquite crônica, que provoca o estreitamento das vias aéreas, e enfisema, caracterizado por danos permanentes nos alvéolos.
Covid-19
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Covid-19
Mesmo após a pandemia iniciada em 2020, a Covid ainda pode ser confundida com outros quadros típicos do outono. Os sintomas costumam aparecer como irritação na garganta que logo evolui para tosse seca, além de espirros, coriza, mal-estar, febre e cansaço. É possível ainda identificar diminuição do olfato e paladar.
Como se prevenir?
Para reduzir os riscos no outono, é importante manter os ambientes bem ventilados, lavar as mãos com frequência, evitar locais fechados e aglomerações, se manter hidratado e garantir a limpeza de aparelhos como o ar-condicionado. Também é essencial manter a vacinação em dia. Caso os sintomas sejam persistentes ou mais intensos, é importante procurar por uma avaliação médica.
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