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Faltam 7 dias: 33 milhões podem influenciar eleição sem votar
Publicado em 18/10/2026 13:27
Notícias
Paulo Pinto/Agência Brasil
Urnas sendo preparadas

Faltam sete dias para o segundo turno das  eleições presidenciais de 2026, e mais de 33 milhões de brasileiros que estavam aptos a votar não compareceram às urnas na primeira etapa da disputa. O número recorde de ausências coloca a participação do eleitorado no centro das atenções para a votação de 25 de outubro, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputam a Presidência da República.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 33.428.584 eleitores não votaram no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. O total corresponde a 21,08% dos 158,7 milhões de brasileiros aptos a participar da eleição. Cerca de 125 milhões compareceram às seções eleitorais.

Em números absolutos, é a maior abstenção registrada em uma eleição geral no país. Contudo, o percentual ainda fica abaixo do recorde de 1998, quando 21,5% do eleitorado deixou de votar.

A ausência de milhões de pessoas pode influenciar o resultado da próxima votação, mas não significa que todos esses eleitores tenham uma preferência definida ou que necessariamente comparecerão às urnas no segundo turno.

Como os eleitores que faltaram se dividem entre Lula e Flávio?

Uma análise da pesquisa Quaest divulgada em 14 de outubro oferece um recorte sobre o comportamento de parte desse eleitorado. Entre as pessoas que se abstiveram ou votaram em branco no primeiro turno, 43% declararam intenção de votar em Lula, enquanto 38% indicaram preferência por Flávio Bolsonaro.

O levantamento ajuda a dimensionar como esses eleitores podem se distribuir na disputa, mas intenção de voto não é garantia de comparecimento nem de voto efetivo no dia da eleição.

Na pesquisa estimulada, considerando o conjunto dos entrevistados, Flávio Bolsonaro apareceu com 46% das intenções de voto, contra 44% de Lula. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que configura empate técnico.

O levantamento foi realizado presencialmente entre 10 e 13 de outubro, com 2.154 pessoas de 16 anos ou mais. O nível de confiança informado é de 95%.

Abstenção de 2026 supera a registrada em 2022

O índice de 21,08% registrado no primeiro turno de 2026 também supera o de 2022, quando 20,79% dos eleitores aptos não compareceram às urnas, segundo os dados reunidos na pauta.

A abstenção nas eleições gerais vem crescendo desde 2006, embora o comportamento varie entre grupos da população e regiões do país.

Entre os estados, Mato Grosso do Sul registrou a maior taxa de ausência em 2026, com 23,85%. O Ceará teve a menor, de 15,33%.

Os números mostram que o fenômeno não se distribui de maneira uniforme pelo território nacional. Por isso, o total de ausentes, sozinho, não explica as razões pelas quais as pessoas deixaram de votar nem permite prever como elas se comportarão na próxima etapa.

Por que tantos eleitores deixaram de votar?

A abstenção não deve ser atribuída apenas à falta de interesse pela política. Entre as possíveis explicações estão desilusão com os candidatos e as instituições, viagens e dificuldades práticas para comparecer ao local de votação.

Segundo a Agência Brasil, a ausência caiu entre jovens de até 18 anos, idosos e pessoas com menor escolaridade em comparação com 2022, apesar do aumento do total nacional. O dado indica que a evolução da abstenção pode ser diferente entre segmentos do eleitorado.

Para compreender melhor o fenômeno, é necessário considerar as razões individuais de quem faltou, sem presumir que todos os ausentes compartilhem a mesma motivação.

 

Quem faltou no primeiro turno pode votar no segundo?

Quem não compareceu à votação de 4 de outubro pode participar do segundo turno, desde que esteja com a situação eleitoral regular. O segundo turno presidencial será realizado no domingo, 25 de outubro.

No Brasil, o voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas de 18 a 70 anos. Para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com mais de 70 anos e pessoas analfabetas, o voto é facultativo.

Assim, os 33,4 milhões de ausentes no primeiro turno não formam um bloco único nem representam votos automaticamente destinados a um dos candidatos. A participação de parte desse eleitorado pode alterar a distribuição dos votos, mas o resultado dependerá dos eleitores que efetivamente comparecerem e das escolhas feitas nas urnas.

Fonte :- Faltam 7 dias: 33 milhões podem influenciar eleição sem votar

 

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