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Casas Bahia: ex-funcionários queimam uniformes em protesto
Publicado em 09/09/2026 11:13
Notícias
Divulgação / Redes sociais
Trabalhadores protestam contra falta de pagamento do Grupo Casas Bahia

Sindicato e trabalhadores demitidos do Grupo Casas Bahia fizeram um protesto, na tarde de ontem (08), em frente a uma das lojas da empresa, em Bonsucesso, na zona norte do Rio de Janeiro. A manifestação denunciou a falta de pagamento dos direitos trabalhistas após as demissões.

De acordo com o sindicato, cerca de 1.900 funcionários foram demitidos em todo o país, durante o mês de agosto, e ainda não receberam os valores devidos.

Durante o ato, os manifestantes queimaram uniformes da empresa. O sindicato afirma que muitos ex-funcionários estão sobrevivendo por meio de “vaquinhas” para conseguir pagar suas despesas. Novos protestos também estão marcados em outras lojas da rede.

Nas redes sociais, o presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Márcio Ayer, também mostrou registros do protesto realizado contra o Grupo Casas Bahia.

Demissões aconteceram antes da recuperação judicial

As manifestações acontecem após o Grupo Casas Bahia demitir cerca de 3 mil funcionários entre os dias 13 e 17 de agosto. As demissões aconteceram alguns dias antes da empresa protocolar um pedido de  recuperação judicial, com dívidas estimadas em R$ 17,3 bilhões.

A Justiça determinou a suspensão das demissões e considerou essas dispensas ilegais. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a decisão e determinou que os funcionários fossem reintegrados provisoriamente. A decisão também prevê a retomada de benefícios, como os planos de saúde. Mesmo com a decisão, o Grupo Casas Bahia continua recorrendo contra a liminar.

O presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Márcio Ayer, afirmou que as manifestações vão continuar em outras unidades da empresa.

Não vamos parar, continuaremos com atos em outras lojas, brigando e denunciando até que o último trabalhador receba seus direitos.Márcio Ayer, Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro.

De acprdp com o sindicato, os atos devem continuar até que os funcionários recebam os valores que têm direito.

Denuncia de demissões irregulares

Além da falta de pagamento, Ayer afirma que a empresa demitiu pessoas que tinham estabilidade no emprego, como grávidas e jovens aprendizes. Também há relatos de funcionários que foram dispensados enquanto estavam de férias.

Há casos de funcionários com 15, 20 e até 30 anos na empresa, demitidos pelo WhatsApp, sem receber seus direitos.Márcio Ayer, Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro.

A decisão da Justiça do Trabalho foi tomada pela juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho do Distrito Federal. Segundo a decisão, as demissões aconteceram sem a participação do sindicato da categoria, considerada necessária pela legislação.

Na semana passada, o TST negou um recurso apresentado pelo Grupo Casas Bahia e manteve a suspensão das demissões. Mesmo assim, a empresa continua tentando derrubar a liminar na Justiça.

Funcionária teria sido cobrada por parcela

Foi recebida também uma denúncia envolvendo uma trabalhadora demitida. Segundo a entidade, ela foi cobrada por uma parcela de uma compra que era descontada diretamente de seu salário.

O Sindicato recebeu também uma denúncia de que uma trabalhadora demitida foi cobrada por não pagar a prestação de uma compra que é descontada na folha de pagamento. Mesmo a empresa não arcando com suas responsabilidades e sem pagar o que é de direito da trabalhadora, quer cobrar suas parcelas da compra

*Estagiária sob supervisão

 
 
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