Greve de bancários avança e afeta Caixa e Banco do Brasil
A greve dos bancários avança pelo país e deve afetar principalmente o atendimento em agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil a partir desta semana. As paralisações foram aprovadas por sindicatos de diferentes estados depois que trabalhadores rejeitaram propostas apresentadas na campanha salarial de 2026.
De acordo com levantamento publicado pela Veja, há paralisações já iniciadas e outras previstas para começar entre esta terça-feira (8) e sexta-feira (11). A situação varia de acordo com o sindicato, o banco e a região. Em algumas bases, apenas a Caixa aprovou a paralisação; em outras, Caixa e Banco do Brasil entrarão em greve.
O movimento ocorre em meio às negociações dos acordos coletivos dos funcionários das instituições financeiras. Em diversas assembleias, os trabalhadores consideraram insuficientes as propostas apresentadas e decidiram pela greve por tempo indeterminado, ou seja, não existe uma data previamente estabelecida para o retorno ao trabalho.
Onde haverá greve dos bancários
A paralisação não terá o mesmo formato em todo o país. Há estados onde foi aprovada uma greve geral da categoria e outros em que o movimento está concentrado em determinados bancos.
Veja abaixo a situação por região:
Norte
Acre: Caixa, Banco do Brasil e Banco da Amazônia entram em greve a partir de 11 de setembro.
Amapá: Caixa, Banco do Brasil e Banco da Amazônia têm paralisação prevista para 10 de setembro.
Amazonas: foi aprovada greve geral dos bancários a partir de 10 de setembro.
Pará: a categoria está em greve geral desde 4 de setembro.
Rondônia: funcionários da Caixa entram em greve em 10 de setembro. No Banco do Brasil, a proposta foi rejeitada, mas os trabalhadores optaram pela retomada das negociações.
Roraima: foi aprovada greve geral a partir de 10 de setembro.
Tocantins: Caixa e Banco do Brasil entram em greve em 10 de setembro.
Nordeste
Alagoas: funcionários da Caixa entram em greve em 10 de setembro. No Banco do Brasil, a proposta foi rejeitada e houve pedido de reabertura das negociações.
Bahia: Caixa, Banco do Brasil e Banco do Nordeste têm paralisação prevista para 10 de setembro.
Ceará: funcionários da Caixa e do Banco do Brasil entram em greve a partir de 10 de setembro. O sindicato informou que as propostas dos dois bancos foram rejeitadas.
Maranhão: foi aprovada greve geral a partir de 8 de setembro.
Paraíba: Caixa e Banco do Brasil entram em greve em 10 de setembro.
Pernambuco: funcionários da Caixa entram em greve em 10 de setembro. No Banco do Brasil, houve rejeição da proposta e pedido de retomada das negociações.
Piauí: Caixa e Banco do Brasil entram em greve em 10 de setembro.
Rio Grande do Norte: foi aprovada greve geral a partir de 8 de setembro.
Sergipe: Caixa, Banco do Brasil e Banco do Nordeste entram em greve em 10 de setembro.
Centro-Oeste
Distrito Federal: funcionários da Caixa entram em greve em 10 de setembro. No Banco do Brasil, a proposta foi rejeitada e os trabalhadores pediram a retomada das negociações.
Goiás: a greve da Caixa começou em 8 de setembro. No Banco do Brasil, os trabalhadores rejeitaram a proposta, mas optaram por continuar negociando.
Mato Grosso: funcionários da Caixa entram em greve em 10 de setembro. No Banco do Brasil, houve rejeição da proposta e pedido de reabertura das negociações.
Mato Grosso do Sul: funcionários da Caixa têm paralisação prevista para 10 de setembro.
Sudeste
Espírito Santo: Caixa, Banco do Brasil, Banestes e Banco do Nordeste entram em greve em 10 de setembro.
Minas Gerais: funcionários da Caixa e do Banco do Brasil entram em greve a partir de 10 de setembro. O Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região confirmou a paralisação por tempo indeterminado.
Rio de Janeiro: a greve da Caixa começa em 10 de setembro. No Banco do Brasil, a proposta foi rejeitada, mas os trabalhadores pediram a retomada das negociações.
São Paulo: funcionários da Caixa entram em greve em 10 de setembro. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região confirmou a paralisação por tempo indeterminado após a rejeição da proposta apresentada pelo banco.
Sul
Paraná: funcionários da Caixa entram em greve em 10 de setembro em diferentes bases do estado. No Banco do Brasil, a paralisação também começa na mesma data nos sindicatos de Cascavel, Cianorte, Goioerê, Paranaguá, Pato Branco, Ponta Grossa e União da Vitória.
Já os sindicatos de Foz do Iguaçu, Maringá e Telêmaco Borba rejeitaram a greve do Banco do Brasil e optaram pela continuidade das negociações.
Rio Grande do Sul: funcionários da Caixa entram em greve em 10 de setembro. As propostas do Banco do Brasil e do Banrisul foram rejeitadas, com pedido de retomada das negociações.
Santa Catarina: as propostas da Caixa, Banco do Brasil, Banrisul e da Federação Nacional dos Bancos foram rejeitadas, com pedido de reabertura das negociações.
Por que os bancários estão em greve?
A paralisação ocorre durante a campanha salarial dos bancários. Os trabalhadores negociam acordos coletivos com os bancos e reivindicam, entre outros pontos, reajustes salariais, manutenção de direitos e melhores condições de trabalho.
Em diferentes assembleias realizadas nos últimos dias, funcionários rejeitaram as propostas apresentadas pelas instituições e aprovaram a paralisação como forma de pressionar pela retomada das negociações.
No caso da Caixa, a rejeição levou sindicatos de vários estados a convocarem os funcionários para a greve. No entanto, no Banco do Brasil a situação é mais dividida, já que algumas bases aprovaram a paralisação, enquanto outras rejeitaram a proposta, mas decidiram continuar negociando.
Não necessariamente. A greve é definida pelas bases sindicais e a adesão efetiva dos funcionários pode variar de uma agência para outra. Por isso, mesmo em estados onde a paralisação foi aprovada, o impacto no atendimento pode ser diferente entre as unidades.
Além disso, há estados em que a greve atinge somente a Caixa, enquanto em outros também envolve o Banco do Brasil ou bancos regionais.
Por isso, clientes que precisam de atendimento presencial devem verificar o funcionamento da agência antes de sair de casa.
Pix e aplicativos vão funcionar durante a greve?
A paralisação dos bancários não significa necessariamente a interrupção dos serviços digitais.
Operações realizadas pelo Pix, aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos tendem a continuar disponíveis, embora determinados serviços possam depender de atendimento presencial.
O principal impacto para os clientes deve ocorrer nas atividades que exigem a presença de funcionários nas agências, como alguns atendimentos, negociações e procedimentos específicos.
Caixa e Banco do Brasil se manifestam
Em reportagem para a Veja, a Caixa Econômica Federal informou que mantém negociações com as entidades que representam seus empregados. A instituição busca a renovação dos acordos coletivos enquanto os sindicatos organizam as paralisações.
O Banco do Brasil também participa das negociações e possui uma mesa específica com as entidades sindicais para tratar das questões relacionadas aos funcionários.
A situação ainda pode mudar conforme novas rodadas de negociação ocorram e sindicatos realizem novas assembleias.
O que acontece agora
Com o início das paralisações, os bancos e os sindicatos podem retomar as negociações para tentar chegar a um acordo e encerrar o movimento.
Enquanto isso, a orientação para os clientes é priorizar os canais digitais quando possível e confirmar previamente se a agência que precisa utilizar está funcionando.
A lista de estados e instituições pode sofrer alterações à medida que novas assembleias sejam realizadas e as negociações avancem.
Nosso site usa cookies e outras tecnologias para que nós e nossos parceiros possamos lembrar de você e entender como você usa o site. Ao continuar a navegação neste site será considerado como consentimento implícito à nossa política de privacidade.